Formoldeído

(sem título)

Senti coisas estranhas, estes dias.
Senti umas coisas antigas se revirando no meu tronco, mas não sei ainda se foi na região do peito ou do estômago.
Vez em quando tenho tido vontade de chorar
Agora, por exemplo.
Mas não é um chorar triste. E também não é um chorar vazio. Não mesmo!
É um chorar de transbordo, que vem junto com vontade de gritar.
É um chorar de botar as tantas coisas pra fora, de ter coisas demais.
É uma dor de cabeça de parecer que vai explodir, é um nó na garganta, são os dentes travados.
É uma música, uma melodia. Um ritmo que não sai.
É um plágio, são os sonhos.
É um sei lá o quê, eu acho.

* * *

Hoje eu me li num caderno antigo e num verso novo.
Me li nos olhos e nas páginas de quem… De alguém.
Me li de novo, me vi – o novo.

Eu nem sei mais.

E nem sei se quero mais

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