Formoldeído

Aquele dia…

Eu fui dormir na casa dele. Não lembro ao certo o porquê, mas fui. E não esperava que aquilo acontecesse…

Aquela noite foi especial. De uma forma que eu não imaginava que seria. Nós abraçados. Juntos. Enroscados.

Não era a primeira vez. Não parecia ser a última. Nós dois ali, enroscados. Dormindo.

Um copo d’água, um cafuné. Tudo parecia lindo. Não importava o que acontecesse, tudo era lindo.

Foi mesmo um dia bonito. Com pássaros cantando e voando. Com pão quente e beijo de bom dia. Com todo o cuidado que só ele tem.

…Mas o dia passou. E o tempo passou. E ninguém falou sobre aquele dia. Nunca mais.

Os pássaros, desde então, calaram-se. O galo chato, ainda bem, parou de cantar.

Mas ninguém falou sobre isto. Ninguém ousaria comentar! Porque foi nosso, o que aconteceu ali dentro. Naquele quarto. Foi só nosso. Tão íntimo e tão puro; tão próximo e sigiloso; tão… tão… Tão nosso, que nenhum de nós dois ousaria comentar.

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