Formoldeído

Presentaum Procê.

Ele esteve aqui o tempo todo.
Escondeu-se, por qualquer motivo… Atirou-se no fundo de uma gaveta que nem minha era! Devia estar acuado, coitado…
Sentiu-se ameaçado por qualquer coisa, sei lá. E, de repente, tinha até razão de ser. Deus sabe.
Mas não seria mal-tratado… Não poderia.
Mas em mim, talvez fosse machucado. Machucado de lembrança ou de saudade. De raiva contida, de zelo abafado. De ira fingida, amor escondido, caminho maltraçado.
Mas tinha sonhos. E tinha fadas. E tinha letras, como não poderia ter..?
Estava lá, esquecido. Abandonado no fundo da gaveta…

Mentira.
Estava lá era de livre vontade e pirraça. Pois quase que diariamente era lembrado e procurado.
Com o tempo foi passando, foi esquecendo…
Pilantra, ele.
De sopetão, apareceu. Assim, sem mais nem menos. Foi comprar pão ou cigarros e quinze anos depois voltou.
Engraçado.
Parece que nada mudou…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s