Formoldeído

Such a mess…

E foi assim, não mais que de repente
que você surge assim, na cabecinha demente
de tempos em tempos; maçã e serpente
E de rimas tolas, solenemente
invadiu minh’alma, ardeu em chamas
fez-me sentir
adolescente.

E bem assim, da noite pro dia
Eu não queria
e jamais poderia….
Me dá um branco, uma agonia
De rimas pobres, de palma fria
Tremem-me as pernas
qual profecia.

De métrica vã
soneto sem som
Sem febre terçã
poema sem dom

Assim, de mansinho
De soslaio, devagarzinho
De brumas e versos
De medos e sonhos
Você, meu caro, surgiu de fininho

Sem rasgares de alma ou arrebatadora paixão
Sem lágrimas, sem fogos, sem esforços
Com brilho no olhar e instintos felinos
em branco,
em breu,
em vão.

Sem paixão, sem amor, sem ressentimento
e com, do mundo, todo o sentimento
marcando o compasso
desregulando meu passo
tal qual marca-passo
marcando o tempo
em contratempo

É melodia sem voz, violão desafinado
é verso mal-escrito
e sonho frustrado
violino sem corda
conto versado
é um passo de valsa
e bagunça pra tudo que é lado.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s