Ipecacuanha

Dieta, disciplina, anorexia.

Meu maior problema em fazer dietas nunca foi a restrição alimentar. O difícil mesmo, pra mim, é ter que comer diversas vezes por dia.
Afinal, vocês sabem, né? Pra acelerar o metabolismo e proporcionar um emagrecimento saudável, o jeito é comer milhares de pequenas porções por dia.

Eu tenho cá minha desconfiança que uma siesta de uma horinha depois do almoço deva fazer muito bem, também. E sabe o motivo? Sabe o que é isto? Enganar o corpo.
Fazê-lo acreditar que os dias são mais curtos, obrigá-lo a agir mais rápido. Não o suficiente para um envelhecimento precoce, é claro.. Mas sabe? Emagrecimento mais rápido e eficaz, unhas melhores e mais fortes, cabelos idem. Porque cresce mais e mais rápido. Se mantém novo por mais tempo, coisa e tal.

E eu poderia continuar por horas dissertando sobre como comer diversas vezes por dia faz bem, mas o problema que estou pondo na mesa é bem outro.

O apetite é o desejo de comer alimento, fome sentida. O apetite existe em todas as formas de vida, e serve para regular a entrada adequada de energia necessária para manter o metabolismo. É regulado por uma interação próxima entre o aparelho digestivo, tecido adiposo e o cérebro. A diminuição do desejo de comida é denominada anorexia, enquanto polifagia é o aumento da vontade de comer. A desregulação do apetite contribui para a anorexia nervosa, bulimia nervosa, cachexia, comer demais, e comer até fartar-se (por desordem psicológica). A falta de apetite (inapetência)também pode ser um sintoma de algumas doenças.

Eu não sou de sentir fome. Rarissimamente, aliás.
A tal ponto, que não sei identificar a sensação de fome. Acho que é sono, sede, cansaço, abstinência do cigarro… Um grande amigo dizia – and I quote: “Pra você estar dizendo que está com fome, então a coisa é grave! Vamos pr’algum lugar comer imediatamente!”.
E era isso, mesmo. E continua sendo.
Se eu disser “porra, tô com fome”, é porque estou em estado crítico. Só que, se a comida não brotar quase que por milagre em minha frente e eu comer imediatamente, a fome passará. E eu só lembrarei que preciso comer de novo quando começar a hipoglicemia…

Anorexia é a sensação diminuída de apetite. Na maioria dos casos, os estudos científicos focam seus estudos na anorexia nervosa. Nem sempre, contudo, a anorexia pode ser explicada por transtornos de ordem alimentar. A Anorexia também pode ter causas que não remetem, necessariamente a um distúrbio.

Desde pequena, nunca fui de comer muito. Uma refeição por dia sempre me foi suficiente e, se muito, comia duas vezes num dia (pequenos lanches). E sempre fui de comer porções pequenas, também.
Todo mundo reclamava muito, algumas tias me forçavam a comer (em geral, eu vomitava tudo depois) e minha mãe jamais entendera como raios nunca fui anêmica.
Sempre comi pouco e sempre comi mal.

Frequentemente são apresentadas queixas sobre os distúrbios do apetite na infância, representadas comumente pelas mães como: “Meu filho não come” e/ou “só come porcarias”. Essas queixas são cada vez mais comuns nos ambulatórios e consultórios de pediatras e nutricionistas, afetando a todos os níveis socioeconômicos e culturais, merecendo desta forma, uma análise cuidadosa do caso, a fim de se propor uma conduta mais adequada. As razões desse comportamento são bastante complexas. Existem interações de características familiares e contextos sociais, sendo comum em algumas faixas etárias, com causa preponderante a inapetência.

Quando eu tinha meus 13 pra 14 anos, conheci o Refluxo Gastro-Esofágico.
Não sei se por meus péssimos hábitos alimentares de sempre, se por gastrite, se por questões hormonais, se por ansiedade ou qualquer outro motivo, mas era dificílimo a comida parar em meu estômago.
Lembro-me de estar sentada à mesa pra tomar café da manhã e, antes do terceiro gole de achocolatado, já estava no banheiro pondo absolutamente tudo pra fora.
Cheguei a pedir socorro pra minha mãe, psiquiatra, dizendo que achava que estava bulímica. Mas como em casa de ferreiro o espeto sempre é de pau, tudo o que ela me respondeu foi “não queira ter essas coisas não!” e ficou por isso mesmo.

O regulamento do apetite foi o assunto de muita pesquisa na última década. Os avanços incluíram a descoberta, em 1994, da leptina, um hormônio que pareceu fornecer realimentação negativa. Mais tarde estudos mostraram que esse regulamento de apetite é um processo imensamente complexo envolvendo a área de gastrointestinal, muitos hormônios, e os sistemas nervovos central e autônomos.

Os anos foram passando, e esses períodos aconteciam de tempo em tempo. A ponto de vomitar ter se tornado uma coisa natural, que nem me afetava mais. E tudo acontecia numa velocidade incrível: a água descia gelada, tocava meu estômago gelada e voltava goela acima, ainda gelada.

A sintomatologia mais comum é a azia (sensação de queimor retroesternal e epigástrica, que pode subir até à garganta) e sensação de regurgitação. Entretanto, a ocorrência eventual de azia não significa caso da doença, embora sua ocorrência em períodos relativamente curtos seja indicativo de seu desenvolvimento.

A parte mais bizarra é que eu tanto conseguiria continuar comendo, se tentasse (o que é super característico de bulimia), quanto não tinha essa necessidade de comer grandes quantidades (o que é a principal característica da bulimia).
Mas eu não comia mais. Afinal, se comesse, provavelmente vomitaria de novo. Como se simplesmente não coubesse nada em meu estômago. Como se meu corpo simplesmente não quisesse nem precisasse de comida.

Quando tinha uns 16 ou 17 anos, foi o período mais complicado. Tive um namorado bem bizarro, e nessa época tinha acabado de sair desse relacionamento que, além de me desestruturar muito emocionalmente, me rendeu uns bons quilos a mais.
Pra se ter uma idéia, eu, que aos 23 anos visto 40, aos 15 pra 16 tava saindo do 44 e indo pro 46. Só que, eu juro, não me dava conta de quão gorda (pro meu normal, vejam bem!) estava na época. A mãe de um amigo me disse, anos depois, que eu estava “um potinho” naquele período.

Mas se o tal namoro durou 10 intermináveis meses, eu não levei nem metade disso pra perder tudo de novo. Não sei se porque ele sempre foi muito comedoiro (então a gente vivia beliscando alguma porcaria) e, quando me vi livre, leve e solta outra vez, a comida foi a primeira coisa a ser abandonada; não sei se porque estava me achando gorda, mesmo – apesar de não admitir nem pra mim mesma. Não sei. Mas fato é que eu simplesmente não sentia fome. E, quando tentava, não conseguia comer.

Fatores tanto genéticos e do ambiente podem regular o apetite, e anormalidades em qualquer um podem levar a apetite anormal. Apetite fraco (anorexia) pode ter numerosas causas, mas pode ser um resultado físico (infecções, autoimunização ou doença maligna) ou psicológico (tensão, desordens mentais). Assim mesmo, hiperfagia (comer excessivo) pode ser um resultado de desigualdades de hormônios, desordens mentais (e.g. depressão) e outros.

Chegava a tal ponto de deitar pra dormir e perceber que não tinha ingerido absolutamente nada além de água naquele dia. Pensava “que droga! não pode!” e dormia assim mesmo.
Ou então me dava conta de que não comia havia muitos dias, então comprava um chocolate daqueles pequenininhos, só pra pôr algum açúcar no corpo. A fome, mesmo, não vinha.

Às vezes, fazia uma refeição ou outra. Mas, ainda assim, comia bem pouco. E isso acontecia mais ou menos uma vez por semana, nos almoços familiares dominicais. Mas, em geral, a comida voltava da mesma maneira que descia (muitas vezes, no banheiro do próprio restaurante).

A bulimia costuma causar sofrimento psíquico e afeta áreas diversas do sujeito. O bulimíco não tem prejuízo somente da sua relação com a comida ou da sua relação com seu corpo. Ele se vê afetado em suas relações sociais – uma vez que festas e confraternizações envolvem alimentação. Ele se vê atormentado por uma questão que lhe é cotidiana (alimentação) e que não pode ser evitada, uma vez que todo indivíduo precisa se alimentar. Isso demonstra a dificuldade de se lidar com o transtorno alimentar (tanto para o sujeito que se vê afetado, quanto pelos demais à sua volta).

Em poucas semanas, já estava comprando calças novas. Logo depois, estava comprando cintos. Um pouco mais, e nem com cinto aquelas calças serviam mais. Estavam grandes outra vez. E eu fui começando a ficar realmente preocupada.
Passei a me forçar a comer, mesmo sem fome. E aí eu passei a vomitar absolutamente tudo o que comia, independente do que fosse ou da quantidade que comesse.

Não fazia terapia. Não podia pedir ajuda a minha mãe. Não podia pedir ajuda a meu irmão, a meu pai ou a ninguém.
A ignorância é um perigo e um dos maiores males da humanidade. As pessoas não sabiam, não entendiam. Se comentava com alguém, prontamente ouvia um “Mas precisa comer!” ou “Não pode vomitar!” ou ainda “Pare com isso, você não é gorda!”. Mas o que elas não entendiam é que aquilo nunca foi forçado ou intencional. Eu simplesmente não sentia fome. E, quando comia, meu corpo simplesmente punha pra fora. Eu tentava segurar, respirava… E vomitava, ainda assim.

A desregualação do apetite pode ser a raiz da anorexia nervosa, bulimia nervosa e outros distúrbios alimentares de origem psicológica. Além do mais, ter diminuída a saciedade quanto pode promover o desenvolvimento de obesidade.

Aí passei pra auto-medicação. Não sabia mais o que fazer, então tomava um Plasil antes de toda refeição. E foi funcionando… Aos poucos, fui conseguindo voltar a comer e fui abandonando o Plasil aos poucos, também.
Voltei a comer mais ou menos normalmente, rarissimamente regurgitava… Comia relativamente bem.

Mais ou menos nessa época, também comecei a malhar e a sensação era simplesmente maravilhosa. Tinha dificuldade seríssima em parar depois que começava, pois aquilo me fazia sentir muito bem. Chegava a fazer mais de três horas seguidas de exercício e ia pra academia três ou quatro vezes por semana. Ia andando (uma meia hora de caminhada), fazia mais uma hora de bicicleta ou elíptico, uma série de uma hora e meia de exercícios e ainda treinava uma hora de boxe na seqüência. A ponto de meus instrutores me mandarem parar desesperados, me proibirem de malhar mais naquele dia. De vez em quando, eu ainda fazia mais uma meia hora na esteira e, não raro, tomava um banho na academia mesmo e descia direto pra balada.

Para “compensar” o ganho de peso, o bulímico exercita-se de forma desmedida, vomita o que come e faz uso excessivo de purgantes, diuréticos e enemas. Essas pessoas podem ainda jejuar por um dia ou mais também na tentativa de compensar o comer compulsivo, muitas vezes entrando em um repetivivo ciclo de intensa restrição alimentar alternadas com farras culposas que o levam ao sistema compensatório. A própria restrição alimentar excessiva pode ser uma das desencadeadoras dos episódios compulsivos. O bulímico geralmente se encontra com peso normal, levemente aumentado ou diminuído (mas não chegando à magreza da anorexia). Essa aparência de normalidade muitas vezes dificulta que se identifique o problema, o que muitas vezes leva a uma demora em se procurar ajuda.

Quando entrei pra faculdade, estava comendo bastante. Mas só porcaria.
Vivia na rua e fazia milhares de trabalhos e aulas extras e projetos paralelos. Acabava comendo aqueles lanches super calóricos e pouco nutritivos e acabei engordando um pouco. Mas eu fazia faculdade de Moda, e engordar nesse meio é completamente inadmissível. Começou aí, de verdade, a minha incursão no mundo das dietas emagrecedoras.

Experimentei a Dieta da USP e, devo dizer, me ajudou bastante. Me entupia de Alcachofra e Quitosana nessa época também, e como sempre tive metabolismo rápido, emagreci a olhos vistos. Evidentemente, não consegui cumprir as duas semanas de dieta. Mas serviu pra me fazer lidar um pouco melhor com a comida.

Tentei seguir outras dietas, um tanto mais saudáveis. Inserir mais fibras e saladas, comer de maneira mais esquilibrada. E até que consegui, por um tempo. Mas a maior dificuldade, na verdade, era comer diversas vezes por dia. Isto sempre me atrapalhou em fazer dietas, reeducação alimentar ou qualquer coisa do gênero.

Em alguns períodos, no entanto, comia feito um troll. Mas estes períodos sempre duraram menos tempo. Era capaz de comer uma pizza inteira, por exemplo. Ia em rodízios com meus amigos ogros e, posso dizer tranquilamente, não se via diferença entre eles e eu.

É o transtorno alimentar caracterizado por episódios recorrentes de “orgias alimentares”, no qual o paciente come num curto espaço de tempo grande quantidade de alimento como se estivesse com muita fome. O paciente perde o controle sobre si mesmo e depois tenta vomitar e/ou evacuar o que comeu, através de artifícios como medicações, com a finalidade de não ganhar peso.

…E minha vida sempre se fez desses ciclos. De tempo em tempo, fico anoréxica. De tempo em tempo, bulímica. Não raro, tento começar alguma reeducação alimentar, mas até hoje não consegui.

Tenho colesterol alto (muito!) e deveria cuidar melhor da minha alimentação. Gosto de salada, verdura, fruta e tudo o mais. Não sou muito chegada em carne vermelha e não como frango de jeito nenhum. Detesto comida gordurosa; chego a ter um pouco de nojo de coisas feitas com maionese. Adoro peixe e frutos do mar; prefiro massas integrais do que de farinha branca. Sempre achei mais gostoso.

Então por que raios me é tão difícil comer direito?

Se eu já tenho toda a predisposição a uma dieta saudável, se meu paladar aceita o saudável melhor do que a maioria das pessoas… Então por que porra não consigo comer bem?

Minha vida inteira foi composta de tentativas frustradas de comer melhor. Já fui vegetariana, straight-edge, naturalista, macrobiótica, o escambau. Já comecei a Dieta da USP, da UFBA, da UFRJ, da URSS e do cacete a quatro, mas nunca consegui terminar umazinha sequer. E já descobri, também, que o caminho não é bem por aí.

Largar todas as coisas saborosas não-saudáveis da vida para todo o sempre é uma auto-flagelação que não tem como ser compensada. Comer bem é um dos maiores prazeres do ser-humano, e privar-se disso é uma estupidez incomensurável. Ficamos mais tristes, abatidos, preguiçosos, insones (apesar de sonolentos), mau-humorados… – Eu, por exemplo, não conheço um vegetariano que seja saudável e bem disposto. – Então eu já percebi (faz tempo!) que o caminho não é bem por aí.

Mas, no entanto, nem só de gordura hidrogenada vive o homem. Meu pai morreu de ataque cardíaco e minha mãe pôs duas pontes de safena no final do ano passado. Na minha família, todo mundo morre de câncer ou coração e todos temos uma tendência enorme a acumular gordura na região abdominal – tanto por parte de pai, quanto de mãe.
Meu colesterol é alto, meu hormônio da tireóide é baixo, eu fumo e não me exercito regularmente.
Tanto minha genética quanto meus hábitos urgem por uma alimentação melhor.

Outra coisa que percebi é que, mais que qualquer alimentação ruim, cigarro, bebida e rock ‘n’ roll, o que te fode DE VERDADE é o tal do sedentarismo. E nem precisa explicar o porquê.
É só o querido leitor experimentar fazer algum exercício aeróbico (desses que deixam o corpo inteligente, como artes marciais, esportes, danças, pilates… qualquer coisa diferente da marombagem habitual de academia, que deixa nosso corpo bem burro.) regularmente que, em dois ou três meses, já terá outra disposição e metabolismo.
Pode escrever. Não precisa nem mudar os hábitos alimentares e abandonar o cigarro, a birita ou a vida desregrada roquenrol pras ladeiras e escadas deixarem de te assustar. Ficar parado te fode mais que tudo.

Pois é. A teoria toda eu já conheço. Mas por que, então, não sou essa pessoa saudável, forte bonita e magra que poderia ser?
Por que não consigo ter disciplina no comer e no me exercitar? Por que raios não consigo manter uma regularidade nesses assuntos?

Seria falta de vergonha na cara? Transtorno Bipolar? Encosto? Personalidade fraca e influenciável? Culpa do capitalismo?
…ou será que essa meta de ser-humano ideal é mesmo impossível e deveríamos todos deixar toda essa piração de lado e tacar o foda-se, de uma vez por todas?

Será que eu deveria continuar obedecendo meu corpo e suas vontades? Ou será que deveria botar ordem no puteiro e decidir que quem manda aqui sou eu e obrigá-lo a se acostumar com o ideal de vida saudável?

Sabe….. Acho que se privar do não-saudável (leia-se: “tudo aquilo que tem gosto bom”, segundo as palavras de uma amiga estudante de medicina) é um exagero muito perigoso e ao qual eu não estou disposta. Também não dá pra ser como um monte de gente que conheço, que parou nos quatro anos de idade e não come nada que seja verde ou que não tenha código de barras.

Acho, sim, que dá pra encontrar um equilíbrio. E é justo esse equilíbrio que estou buscando…

No entanto, estou em um período muito crítico em que, há mais de um mês, simplesmente não tenho conseguido comer. A fome foi embora, mais uma vez. Minha “uma refeição por dia” tem se resumido a um cubinho de queijo ou duas garfadas de qualquer coisa, quando muito. Se tomo um copo de suco, a sensação é de que estou alimentada por diversos dias. E isto não pode ser bom. Não tem como ser bom.

Até tenho tentado comer, mas tem sido difícil. Quem está por perto, tem visto. Quem me vê esporadicamente, apenas comenta que emagreci.

De fato, há muito não vejo minha silhueta tão bem delineada. Parece que o tal do corpo ideal está cada dia mais próximo. E acho que isto me impede, mesmo de maneira inconsciente, de comer. Afinal, só em escrever este texto e chegar a estas conclusões, sinto meu corpo esboçar alguma fome… E isto tudo me leva a crer que meu caso é ainda mais que do que eu pensava.

Talvez eu me sinta gorda, mesmo, mas não queira admitir. Talvez me sinta obesa mórbida e nunca queira parar de emagrecer. Talvez, se não fossem por estes momentos de clareza, consciência e auto-análise, eu jamais tentaria controlar esse impulso de auto-destruição chamado anorexia.

A idéia de estar próxima do meu corpo ideal é encantadora, mas o que me apavora é a possibilidade de essa meta nunca chegar. Estou amando este emagrecimento rápido, não nego. Mas será que algum dia isto irá parar?

E se eu começar a me forçar a comer novamente… Será que não vou voltar àqueles traumáticos setenta quilos da adolescência? Será que não vou passar a vestir manequins cada vez maiores e virar um monstro obeso igual àquele monstro de marshmallow do filme dos Caça-Fantasmas (ou o mascote da Michelin, tanto faz)?!?

Todos esses pensamentos giram em minha cabeça freneticamente. Um misto de medo e encantamento toma conta de mim. O dilema entre a razão (ter uma vida saudável) e a emoção (ver meu corpo cada vez mais bonito) simplesmente me assombra. E me apavora que cada vez mais, tenho menos vontade de comer, cozinhar, gostar de comida.

E ainda piora, pois não importa com quanta fome você esteja ou quão grande é a sensação de vazio e fraqueza. Não importa se um monstro barulhento habita a sua barriga e fique rosnando e grunindo e urrando por comida… O mais apavorante sobre o monstro da fome é que, por pior e mais irado que ele pareça, basta um copo d’água pra ele se acalmar.

Todas as partes destacadas foram tiradas da Wikipedia.

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