SIC TRANSIT

Não entre em pânico.

Estou naquele ponto onde todas as coisas são estressantes e que ninguém, absolutamente ninguém pode me ajudar.

Quer dizer… Até poderiam. Mas cada um tá ocupado com seus próprios problemas e, no final, a sensação que fica é sempre a do “então se ode aí, man!”. Galera se oferece pra fazer as coisas, mas no fundo, no fundo não tem disposição.

Já começaram os pesadelos de “ai, meu vôo era ontem!” “era hoje!” “é agora!” e hoje eu acordei até meio desnorteada. O ap era este aqui, mas eu morava no Bixiga. Tinha uma pessoa até em casa comigo, “pra me ajudar”, mas tudo o que ela dizia era “Oxe…. Dia 14 já é hoje, né 13 não!” e eu olhava pro relógio e via que eram onze e tanto da noite e que tava tudo fodido. E ainda tinha gente dormindo na minha casa.

Acordei estressada, chateada, e liguei pra minha mãe dizendo que tive um pesadelo (e nem foi o primeiro) e que estava estressada, pra ver se ela me ajudava a pensar em soluções, porque tinha problema com isso, aquilo e estava preocupada com os gatos e… Aí pronto. Não conseguir falar foi mais nada, porque basta botar a palavra “gato” na conversa que rola aquele freak-out e todas as soluções são terrivelmente ruins, estressantes e, obviamente, acabei foi discutindo com minha mãe ao invés de ter uma conversa reconfortante no telefone. Sinto saudade de quando era reconfortante falar com minha mãe no telefone… ;/

Às vezes tenho a impressão de que eu sou uma pessoa difícil demais de lidar e que todas as minhas impaciências com as pessoas ao meu redor são culpa minha. Às vezes eu acho que é todo mundo meio sacana e até meio estúpido, e nestas horas eu tenho a certeza absoluta que o problema sou eu.

É que é foda botar na cabeça que tu tem que se virar sozinho enquanto ainda depende dos outros. É que é muito difícil conseguir achar uma solução que funcione pra você sem ter trezentas outras pessoas buzinando coisas diferentes no seu ouvido. Quando aquelas, que são as pessoas que você confia, estão todas gritando de cada lado que você deveria fazer isso, aquilo e aquilo outro; ou que tudo tá errado.

Eu não quero viajar de novo naquela posição de observadora deprimida (e, é, eu nunca falei sobre isso, mas não sei bem se algum dia eu vou falar de verdade), mas ao mesmo tempo me pergunto se, algum dia, eu vou conseguir fazer parte de uma sociedade qualquer.

Acho que é por isso que eu sempre vou embora. No fundo, no fundo, eu sempre vou embora.

Eu tenho que me decidir, afinal, se eu vou tomar minhas decisões seguindo minha intuição, se a tomarei seguindo minha razão, se ponderarei o que os outros vão dizer e, principalmente, e esta que é a decisão de verdade, se depois deste processo todo eu vou me manter tranqüila e segura nas minhas decisões e sequer me dar ao trabalho de dizer foda-se pra quem achar que está errado, porque “foda-se” por si só já prova por [A,Z[  que aquilo já está te afetando (em geral, muito mais do que deveria).

PORRA! Eu tô indo pra Stavromula Beta. Ninguém sabe disto? Sabe sim, porque eu já falei. Mas ninguém entende, por mais que eu explique e eu estou cansada de ter que explicar. E ninguém entende, mais ainda, porque este é um processo pessoal meu e que, no fundo no fundo, não diz respeito a mais ninguém.

…Só que aí eu volto pra merda do dilema e a maldita da dependência.

Não é com minha mãe, o problema. Não é com Beltrano, Fulano ou Sicrano.

O problema sou eu.
O problema é comigo.

E sou eu que tenho que resolver.

Vontade de me esconder embaixo da cama. ;(

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