SIC TRANSIT

Sábado, na balada…

Sabadão me chamaram prum bundalelê e eu, mesmo sem estar muito empolgada com a idéia, resolvi que socializar um pouco poderia me fazer bem. O vídeo que me mandaram mostrava um negócio muito doido e eu fiquei com medo de ser aqueles lugares escuros e piscantes que tocam putz-putz a noite toda até você ficar surdo. Ou vesgo. Ou doido.

Mas como o bróder já tinha cantado a bola que era de graça (e eu, Brasileira que sou, dificilmente recuso coisas gratuitas), então botei logo a companheira de quarto no esparro e disse “vumbora, que se tiver ruim eu tenho uma desculpa pra me mandar e a gente racha um táxi”.

Fechou.

Faltando pouquinho pra hora de sair, uma lindinha do projeto me apareceu no Facebook dizendo que ia ter uma festa e que todo mundo estava indo lá pra me recepcionar e que ia ser num Irish Pub e se Raul (o Chefe) já tinha me chamado e se….

…Pera.

Irish Pub?

Agora tu falou minha língua.

Fui de Valentino.

Fiquei até na dúvida se tratava-se da mesma coisa…. Mas era.

Aliás, era bem melhor. Não era uma balada, mas sim uma festinha experimental underground num Irish Pub que mais parecia um dungeon. Coisa linda de se ver. Todo de barro, com aquela cara de prisão de calabouço, mesmo, todo cheio das meia-luz e…. a primeira cerveja era de graça!

Olha, a noite foi impecável. Aliás, só não foi mais impecável, porque na hora que a galera ficou beba e começou a dançar e rodopiar, eu já tava meio na preguiça e na fofoquinha e numas de conhecer as pessoas e entrar na fila da caricatura (que também era de graça!) e discutir questões universais e citar “The Italian Man Who Went To Malta” e essas coisas.

….E aquelas músicas ciganosas violonadas tavam me empolgando horrores e eu realmente gostaria de estar pinotando e rodopiando, mas fiquei super sem jeito de fazê-lo sozinha. Já pensou? A gringa é a única que samba no pagodão? O Alemão é o único que vai até o chão no baile?

Pega mal.

Quando a galera ficou beba e tomou coragem, eu já não tava mais na vibe. Simples assim.

A festa terminou numa rodinha de violão, só pra não perder o costume e provar que gente é tudo igual aqui, aí, na pqp, em todo lugar. Só digo que não é exatamente a mesma coisa porque eu não ouvi uma musiquinhazinha de Djavan nem de Jota Quest, mas eles tocaram umas coisinhas popzinhas e chatinhas em romeno e definitivamente tocaram Fly Away de Lenny Kravitz.

A senhora minha esposa (porque é isso que você vira quando convive com uma pessoa dentro de um ambiente pequeno por mais de dois dias: um casal casado) já estava com sono e eu tinha uma reunião no dia seguinte e sabia que certeza não ia levantar na hora certa se não fosse pra casa dormir logo, naquela hora, imediatamente. Fui dizer tchau pra todo mundo e, como o Chefe também tava no movimento de ir embora, foi super lindo, porque a gente não se perdeu no caminho (coisa que eu já tinha feito aquele dia e não tava lá muuuuito a fim de fazer de novo).

Evidentemente, eu não acordei na hora.

Já em cimíssima da hora da reunião, chequei internet pra ver se tinha alguma novidade/mudança de plano, enfiei alguma coisa goela abaixo (comida, viu, seus porras?) e mal tava começando a vestir qualquer coisa por cima do pijama quando, Raul, o Chefe, bateu na porta do quarto.

Abri correndo com a escova de dente ainda na boca e correndo dum lado pro outro pra pegar todas as minhas tralhas e enfiar dentro da mochila (que já estava hiperlotada com as tralhas que eu tinha tirado da mesa e com as quais não fazia a mínima idéia do que fazer na hora).

Fomos pro LC.

Bonitinho, o lugar. Pequenininha, a sala, tipo o de lá de Salvador. Uma sala dentro da universidade, mesmo, só que bem mais cheia de quinquilharias e papéis colados na parede e deseinhos e coisinhas bonitinhas. O nosso é bem mais chique (cá entre nós), mas o deles é bem supimpa! 🙂

“Vamos tomar um café ou qualquer coisa porque eu não tenho mais absolutamente nada pra fazer?”, pedi a Ioana (a lindinha que me chamou pro Irish Pub, em vez da balada muito doida que no final era a mesma coisa).

Saí de lá do LC ainda amarrotada e ainda fedendo a festa-de-ontem e fomos, e eu ela, ao lugar mais legal e lindo do mundo – que também ocorria de ser um Irish Pub. xD˜

Dois cafés, uma e meia cerveja não filtrada, um copo gigantesco quebrado e muitas (MUITAS!) horas de conversa depois, o filho pródigo à casa retorna. (A pé, só pra não perder o costume.) 😀

A húngara já tava capotada e eu pensei “Vou aproveitar que nevou e tomar minha Coca-Cola geladinha e depois vou logo pra cama dormir quietinha, que é pra não fazer zoada.”

Qué que eu fiz? Derrubei a Coca toooda no chão. Lá vai Silvana limpar a porra toda…. No escuro e em silêncio.

Deu certo!

Fui dormir.

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